Mês de Julho, Férias…

…E eu (infelizmente) ia viajar.

Em anos anteriores eu teria vibrado com a notícia, mas não em julho de 2010.

Nós estávamos apenas começando a sair sempre, é verdade, mas eu não queria passar uma semana sem qualquer tipo de contato com você. Sem internet, sem poder te ver. E o lugar nem era legal…

Eu disse ‘NÃO’.

Mas não adiantou.

Fui viajar no domingo dia 25, com ‘aquela’ boa vontade. Fui pra atibaia. O Hotel até que era legalzinho, isso se você fosse criança e gostasse de recreação ou fosse uma pessoa que adora piscina. Como eu não faço parte de nenhum destes grupos de pessoas citados, a viagem foi um tédio total, com exceção é claro da TV por assinatura no quarto. FX é um excelente canal.

Os dias foram passando, e eu realmente não me sentia bem estando em um lugar do qual eu não gostaria de estar. Eu sei que é bom viajar, e que eu tinha tudo para estar feliz, mas poxa, eu não queria estar ali. Restava então esperar até que os dias passassem e eu voltasse para casa.

Mas aconteceu algo surpreendente.

Em algum dia daquela semana, não me lembro ao certo qual, o meu celular tocou. Mas poxa, eu não era o tipo de pessoa da qual recebia ligações, eu não era popular. Meu celular sempre foi mais relógio e despertador do que um dispositivo móvel utilizado para fazer e receber chamadas telefonicas. Número não identificado? Deve ser sonho!

E de certa forma era… Eu nunca imaginei que você fosse me ligar.

E o mais incrível é que você me ligou só pra saber como eu estava. É, no meu universo aquilo era desconhecido. E eu não acreditava, eu estava ali conversando com você… Foi tão engraçado, e eu fiquei tão feliz! Até decidi sair do quarto…

Na sexta-feira voltei de viagem (até que enfim), mas apesar de tudo eu gostei daquela viagem, mas não por ela em si, e sim por aqueles poucos minutinhos ao celular. Você se importava comigo, e isso me deixava muito feliz.

Coincidência ou Não…

… Quando havíamos nos visto anteriormente você havia mencionado um teste em uma banda.

Até aí não há nada de anormal, a não ser o fato de que esta banda ensaia em Interlagos, onde ficava minha nova residência. Ficamos de nos falar depois.

Nos dias seguintes conversamos por MSN, é claro, e você confirmou: A banda era mesmo de Interlagos. Então veio o convite para lhe acompanhar no teste. Mas sabe como é, sou desastrada, desatenta e ainda não conhecia absolutamente nada de onde eu morava, então até pra mim foi novidade.

O teste foi marcado para sábado dia 17 de julho, e nos encontraríamos na estação Autódromo (que a propósito eu também não conhecia). O nome da banda era Differ.

Nos encontramos, e você estava com o vocalista da banda, o Adonai. Me lembro que estava frio pra c*ramba. Depois fomos ao estúdio Afonsom, e lá conhecemos o resto da banda, o Kurt e o Neto (o Lukas faltou) e mais algumas pessoas que agora eu não lembro porque sinceramente, eu estava com muuuuita vergonha. Mas apesar da minha timidez, confesso que eu gostei bastante, até a hora de ir embora.

Depois veio a notícia de que sim, você era o mais novo baixista da Differ, o que fez com que eu passasse a ir com você na maioria dos ensaios, e claro, não posso deixar de mencionar que criei amizade com bastante gente.

:)

Em Uma Tarde de Julho Qualquer…

…Que os meus dias mudaram definitivamente.

Era sexta-feira dia 9 de julho, e a partir daquele dia que começamos a nos ver frequentemente.

Estarei mentindo se eu disser que lembro com exatidão de tudo que fizemos, pois naquele dia nós fizemos muitas coisas!

Mais uma vez você havia me convencido a sair de casa. Havíamos marcado de nos encontrar no Parque Ibirapuera por volta das 3:30 da tarde. Mas havia um porém… Eu não sabia muito bem chegar no parque, e você disse para nos encontrarmos no portão principal, mas wtf, eu cheguei lá e descobri que haviam 10 PORTÕES, e NENHUM ERA O PINCIPAL. E para ajudar, o número de celular que você havia me passado estava incorreto. Como eu iria encontra-lo? Mas você, danado, tinha meu número de celular e me ligou (a cobrar). Aí nos encontramos! (:

Lembro de ter me sentindo muito desleixada quando te vi. Eu havia emagrecido consideravelmente nos meses anteriores, e isso havia deixado minha calça jeans larga. Eu fui com uma blusa cinza qualquer, e outra preta que eu usava para ir a escola. E você, sempre muito bem vestido.

Nós demos uma volta no parque, acho que depois fomos à Paulista, e lá fizemos muitas coisas. Não lembro a ordem certa, mas ficamos embaixo do MASP, fomos ao Trianon (mas estava fechado), Mc Donnalds (Mc Café na verdade)… Mas foi lá no Mc Café que aconteceu algo que, ao menos pra mim teve grande significado. Você abriu um pacote de adoçante, despejou metade no meu braço e a outra metade na mesa, e então eu desenhei um coração com o adoçante que você despejou na mesa. Foi uma atitude inconsciente e inocente, mas quando eu me dei conta do que eu havia desenhado eu me senti envergonhada. Por que eu havia feito aquilo? Não é do meu feitio desenhar coração pra ninguém, até mesmo para outras pessoas que eu havia gostado. Então por que?

O dia continuou. Fizemos bastante coisas, nos divertimos bastante. A essa altura já era noite, e eu precisava ir, mas você me convencia a ficar um pouquinho mais.

Depois fomos ao Shopping Eldorado, e bem, dificil lembrar o que se faz num shopping. Mas as horas iam passando, e eu já não sabia que tinha que embora, eu apenas temia a hora em que esse momento fosse inevitável, pois eu não queria.

Em algum ponto da noite, já era tarde, nós fomos para o estacionamento do shoping, e sentamos em uns bancos de madeira de lá. Ficamos conversando, brincando, e de lá dava para ver o prédio do Unibanco e seu grande relógio. Sou supersticiosa, e sempre que as horas e os minutos se repetem, eu faço um pedido. Naquela noite eu olhei para o relógio e estava marcando 21:21, e eu comecei a fazer um pedido mentalmente, mas os minutos mudaram antes que eu o completasse. Eu exclamei algo de insatisfação, e você perguntou o que era, e eu disse que não era nada, eu esqueci que você não era supesticioso, e você disse que poderia ser. O meu pedido era para que aquela noite não acabasse, eu claramente não queria ir embora. Enquanto eu olhava o céu, me veio a cabeça uma música que eu havia escutado dias antes, e dava uma sensação de paz…

Depois minha mãe ligou e claro, eu precisava ir. Você me acompanhou até a estação. Eu não queria ir embora (já disse muito isso, certo?), mas isso se intensificou na hora de nos despedirmos. Quando chegamos a frente da estação, eu não sabia o que fazer. Normalmente é só dar um beijo de tia, dizer palavras tolas e ir, mas não! Você me olhava de um jeito estranho, um jeito que dói. Parecia que você também não queria que eu fosse, ou eu fiz uma cara muito estranha para provocar aquela reação. Quando aquela situação ficou insustentável, eu disse um simples ‘tchau’ e virei as costas. Você murmurou algo, e eu voltei e te dei um abraço. Você ficou estático, sem reação, mas foi tão bom… Só assim eu pude ir embora.

A caminho de casa, no trem, eu não sabia o que eu estava sentindo. Era uma sensação tão nova que ainda não encontrei nome pr’aquilo. Era um misto de felicidade, satisfação, saudade e liberdade. Depois que eu cheguei em casa eu fiquei pensando naquele dia durante a noite, durante o resto do final de semana. Era tudo tão novo… era como se naquele dia eu tivesse deixado de ser o que era, ao mesmo tempo que nunca fui tão eu como naquelas horinhas.

Eu nunca havia saído sozinha para um lugar onde eu nem sabia chegar, eu nunca havia saído a noite, nunca havia sido tão espontanea mesmo que sendo travada ao mesmo tempo, e principalmente, fazia muito tempo ou mesmo nunca que eu havia me sentido tão bem…

Pic-Nic a beira da Marginal…

… com Doritos e Coca-Cola.

Dia frio, nublado e primeira vez que eu cedi às suas vontades.

Eu não queria sair… Era um “Bixo do Quarto”, mas você insistiu tanto para saírmos ao menos uma vez… Então aceitei.

Parque Villa-Lobos, aqui vou eu!

Mas vou lhe contar um segredinho: mesmo só nos falando via internet, eu já tinha, digamos, um “afeto epecial” por você. Ao menos era isso que as pessoas com quem eu conversava diziam.

Enfim… naquele dia eu decidi dar uma de cupido e levar minha amiga que estava secretamente enamorada para que ela se encontrasse confidencialmente com o objeto de sua paixão (essa foi boa =D). Só que ela me atrasou, e quando eu cheguei você estava quase indo embora!!!

Os pombinhos ficaram juntos, e nós andamos de bicicleta (ou melhor, você, eu andei de triciclo), você ficava tirando fotos… Rimos bastante.

Então, minha parte preferida. Fomos todos ao mercado, e nós dividimos… UM DORITOS E UMA COCA-COLA! E você comprou uma barra do Laka também! E no caixa nós brigamos na hora de pagar… Você não me deixou pagar! Depois, voltamos ao parque e você quis nos levar a um lugar especial… Um lugar que ficava bem próximo a Marginal. Nós comemos lá (só sobrou um pedaço do Laka que você insistiu para que eu levasse), e foi simplesmente perfeito.

Na hora de ir embora não nos despedimos direito, meu pai chegou e eu fiquei meio nervosa… Mas ficou a cena de você perto da rua com o celular na mão. Estávamos trocando nossos números. O dia foi incrível.

PS: Você tinha razão, eu não resisti e DEVOREI o Laka depois!!!

Scraps e Janelas de MSN

Uma foto estranhamente genial me rendeu um scrap inusitado, iniciando uma conversa. Era algo como "Oi Pessoa".

Quem é você? Eu não conseguia me lembrar quem era aquela pessoa, afinal eu conheço vários com o mesmo nome, e os meses anteriores me deixaram uma amnésia brutal. Mas eu respondi simplesmente Oi, e começamos a conversar. Com um tempo eu me lembrei de você, e continuavamos conversando.

Não parávamos de conversar.

Páginas e páginas de scraps e depois horas e horas no MSN.

Você lembrava de tantas histórias… O cinto quadriculado, o boné do Jack, eu costurando sua calça, o troco a mais do picolé, os sudokus… Muita coisa!

Ah, sem contar as frases de status do orkut. Sou uma “Emo Sem Remédios”. E aí, eu ainda te faço feliz, como naquela frase? (Srtª Chazy Chaz makes me happy!)

Ah, meus dias não eram mais os mesmos. Voltar pra casa e saber que eu ia rir muito conversando com você… Entrou no TOP FIVE do meu MSN, e até hoje foi o único que permaneceu.

Aliás, até hoje meus dias não são mais os mesmos quando falo com você, não importa a forma.

E mesmo que isso já tenha se tornado rotina, o que eu detesto mesmo é quando não nos falamos…

quote

"Você não mudou a minha história… Por que você estava no meu destino desde o começo."
(Autor Desconhecido)
Começo

Ah, o Começo…

Talvez não faça tanto tempo assim, mas minha memória curta o deixou meio nebuloso, não me recordo de tudo com exatidão. Mas o que importa não é quando o conheci, e sim quando o conheci “por dentro”.

Eu me questionei sobre e você disse: “Por que só percebemos que uma pessoa é especial quando ela já está longe?”

E eu cheguei a conclusão de que antes nenhum de nós tínhamos o necessário para se tornar especial ao outro, por várias razões, e foi melhor assim. Mas isso eu nunca lhe disse. Apesar disso agora eu vejo que o seu sorriso fez falta, sempre.

E foi então que, sem um dia ou hora exatos e sim vários dias, várias horas e vários sorrisos depois eu o conheci de verdade. E eu gostei do que eu conheci. Em um mundo em que todos são cada vez mais superficiais e parece que todos estão encenando algum papel o tempo inteiro, você é extremamente sincero. Mas não foi (só) a sua sinceridade que me agradou, e principalmente quem ela mostrou que você fosse. Seu senso de humor único, sua seriedade e concepção sobre a vida, a paixão que você tem pelo que faz e gosta, seus sonhos.

Mas se eu tivesse que definir o começo de tudo em um marco?!

Seria o momento em que eu te abracei e soube que aquele era sem dúvida o melhor abraço de todos.

É… Acho que foi aí que tudo começou.